Isolda Bourdot, a compositora do Rei, sofre infarto e morre aos 61

O grande sucesso de Isolda veio com “Outra Vez”

Isolda Bourdot, a compositora do Rei, sofre infarto e morre aos 61

Isolda Bourdot, conhecida como “a compositora do Rei”, por ser a autora de “Outra Vez”, um dos maiores sucessos de Roberto Carlos, morreu aos 61 anos. Segundo seu perfil no Facebook, ela sofreu um infarto na noite de domingo (16).

A compositora participou de vários festivais de música nos quais Milton Carlos, seu irmão, interpretava músicas de autoria da dupla.

O primeiro grande sucesso de Isolda e Milton Carlos aconteceu em 1973, quando Roberto Carlos ouviu a música “Amigos, Amigos” e resolveu gravá-la.

Outras composições da parceria foram sucesso na voz de Roberto Carlos, como “Jogo de Damas”,  “Elas por Elas”, “Um Jeito Estúpido de te Amar” e “Pelo Avesso”, e na de intérpretes como Wando, Ângela Maria  e Agnaldo Rayol.

Em 1976, a dupla teve fim com o acidente automobilístico que matou Milton Carlos.

O grande sucesso de Isolda veio com “Outra Vez”. “Gravei essa canção numa fita entre outras e entreguei para Roberto Carlos”, afirmou ela em depoimento em seu site.

“‘Outra vez’ é uma canção que nunca mais me abandonou. Ela já fez parte de trilhas para novelas, foi gravada pela maioria dos nossos intérpretes, instrumentada ou cantada nas mais diferentes interpretações e arranjos, ganhou muitos prêmios, inclusive o de música do ano e eu sei que sempre vai me acompanhar”, completou.

O velório está marcado para terça (18), a partir das 10h, no cemitério São Pedro, em São Paulo. Com informações da Folhapress.

Toffoli marca para abril julgamento sobre prisão após 2ª instância

Cabe ao presidente da Suprema Corte definir os processos que serão analisados pelos 11 integrantes do tribunal nas sessões plenárias

Toffoli marca para abril julgamento sobre prisão após 2ª instância
Opresidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, marcou para o dia 10 de abril do próximo ano o julgamento do mérito de ações que tratam da possibilidade de execução provisória de pena – como a prisão – após condenação em segunda instância, considerada um dos pilares da Operação Lava Jato. Cabe ao presidente da Suprema Corte definir os processos que serão analisados pelos 11 integrantes do tribunal nas sessões plenárias.
A informação foi divulgada por Toffoli na noite desta segunda-feira, 17, durante jantar em Brasília com repórteres que cobrem as atividades do STF.

De 2016 pra cá, o plenário do Supremo já decidiu em três ocasiões distintas que é possível a prisão após a condenação em segunda instância. O tema também veio à tona no julgamento de um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato – em abril deste ano, quando o Supremo negou por 6 a 5 conceder um habeas corpus ao petista.

No dia 10 de abril do próximo ano, o plenário vai analisar o mérito de ações declaratórias de constitucionalidade que tratam do tema. Os processos são de relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, que já cobrou diversas vezes que o assunto fosse analisado pelo plenário do Supremo. Em dezembro do ano passado, o ministro liberou o processo para ser incluído na pauta do plenário.

Logo após assumir o comando da Corte, em setembro deste ano, Toffoli informou que não pautaria para este ano as ações sobre execução antecipada da pena, dentro de uma estratégia de evitar assuntos polêmicos no início de sua gestão.

A ministra Cármen Lúcia, que antecedeu a Toffoli na presidência do STF, resistiu às pressões para levar o tema ao plenário, o que poderia abrir caminho para a soltura de Lula.

Dia 20 Trindade comemora o Dia do Evangélico e os 55 Anos de Emancipação Política

PT diz que caixa financeiro se esgotou e anuncia ajuste nas contas

O PT divulgou um comunicado afirmando que as reservas financeiras “esgotaram-se” na campanha eleitoral e que a legenda vai adotar medidas de ajuste nas contas e regras de compliance para controle interno e externo.

A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, e o tesoureiro do PT, Emidio de Souza, informaram suspensão de viagens e hospedagens de dirigentes e funcionários até o fim de janeiro, revisão da folha de pagamento, redução de contratos e de aluguéis.

O PT ficou com uma dívida de R$ 4 milhões após a campanha presidencial. Para amenizar a situação, a sigla quer fazer uma arrecadação coletiva na internet e pedir contribuição para parlamentares, cargos comissionados e filiados.

CNI/Ibope: 75% acham que Bolsonaro e equipe estão no ‘caminho certo’

Jornal do Brasil

Pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quinta-feira (13) aponta que 75% dos entrevistados acham que o presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe estão no ‘caminho certo’. Já 14% consideram que eles estão no ‘caminho errado’. Foram ouvidas 2 mil pessoas em 127 municípios, entre 29 de novembro e 2 de dezembro.

>> Pesquisa CNI/Ibope foi feita antes do caso do ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Quanto maior a renda familiar, maior o porcentual dos que acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. Entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo, 70% acreditam que Bolsonaro está no caminho certo, porcentual que aumenta conforme a renda familiar e chega a 82% entre aqueles cuja renda é superior a cinco salários mínimos.

A pesquisa também mostra otimismo em relação ao próximo ano. Quase dois a cada três brasileiros (64%) têm expectativa de que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom. Outros 14% acham que será ruim ou péssimo, 18% avaliam que será regular e 4% não souberam ou não quiseram responder.

Para os brasileiros, a prioridade do governo deve ser melhorar serviços de saúde e promover a geração de empregos. Saúde e desemprego se destacam entre os principais problemas enfrentados pelo Brasil, de acordo com a pesquisa.

Veja os números:

75% consideram eles estão “no caminho certo”;

14% que eles estão no “caminho errado”

11% não sabem ou não responderam.

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Jair Bolsonaro (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Expectativa

A pesquisa aponta que 25% têm uma expectativa ‘ótima’ com relação ao futuro governo. Já para 10%, ela é ‘péssima’.

Veja os números:

Ótimo: 25%

Bom: 39%

Regular: 18%

Ruim: 4%

Péssimo: 10%

Não sabe/não respondeu: 4%

Melhorias

O levantamento mostra que dois em cada três brasileiros acreditam que a situação econômica do país vai melhorar em 2019, enquanto parcela similar espera que a própria vida vai melhorar ou melhorar muito no próximo ano.

Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os principais problemas que vão melhorar no primeiro ano de governo do presidente eleito. Em seguida, aparecem a corrupção (37%) e o desemprego (36%).

Equipe de governo

A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros ouvidos aprova as indicações para compor a equipe de Bolsonaro, bem como as medidas que vêm sendo anunciadas pela equipe.

Entre os entrevistados, 80% se dizem pelo menos um pouco informados sobre as indicações do presidente eleito para os cargos de primeiro escalão do governo – ministros e colaboradores da equipe de transição. Desses, 55% consideram as indicações adequadas ou muito adequadas.

Pouco mais de oito em cada dez se dizem informados, em alguma profundidade, sobre as propostas já anunciadas pelo presidente eleito. Entre eles, 75% afirmam aprovar de forma geral as propostas. O percentual de aprovação cresce de acordo com o grau de informação que o entrevistado diz ter sobre o novo governo.

Temer

A pesquisa também abordou a avaliação com relação ao governo Michel Temer. Confira os percentuais:

Ótimo/bom: 5%

Regular: 18%

Ruim/péssimo: 74%

Não sabe/não respondeu: 5%

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada em setembro, 78% consideravam o governo “ruim/péssimo”; 16%, “regular”; e 4% avaliavam como “bom/ótimo”.

>> Ibope mostra que 85% dos brasileiros desaprovam governo Temer; 9% aprovam

Secretaria de Saúde de Trindade realiza mais uma audiência pública

A Secretaria de Saúde de Trindade realizou mais uma audiência pública que aconteceu dia 27 de novembro das 08h às 12h, na Câmara de Vereadores do município.

Na ocasião a população presente ficou por dentro do 1º e 2º relatório detalhado do quadrimestre anterior dos meses de janeiro a abril e Maio a Agosto de 2018.

Prefeitura de Trindade e Secretaria de Saúde, Seguem Avançando.

#Saúde #Avante #Trindade

Dr Everton Costa
Prefeito

Bolsonaro afirma que programas sociais serão submetidos a auditoria

Por Fernanda Rouvenat, G1 Rio

O presidente eleito Jair Bolsonaro marcha durante cerimônia do aniversário da Brigada Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro — Foto: Fernanda Rouvenat / G1

O presidente eleito Jair Bolsonaroafirmou neste sábado (24) no Rio de Janeiro que não pretende acabar com programas sociais, mas disse que todos passarão por auditoria.

O objetivo, segundo ele, é fazer com que as pessoas com capacidade para trabalhar estejam no mercado de trabalho e não sejam dependentes do Estado.

“Projeto social tem que ser para tirar a pessoa da pobreza e não para mantê-la num regime de quase dependência. Nós não queremos nenhum brasileiro dependendo do Estado”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo é identificar os que podem trabalhar para integrá-los ao mercado de trabalho.

“Logicamente, ninguém será irresponsável a ponto de acabar com qualquer programa social, mas todos serão submetidos a auditoria para que aqueles que podem trabalhar entrem no mercado de trabalho e não fiquem dependendo do Estado a vida toda”, disse.

Bolsonaro deu as declarações em entrevista após participar da comemoração do 73º aniversário da Brigada de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro.

Estado de saúde

Durante a cerimônia, Bolsonaro marchou pela Vila Militar ao lado de outros ex-paraquedistas. Ele disse ter desobedecido “um pouquinho” as recomendações médicas, mas destacou que a “vibração” do evento ajuda na recuperação.

“Não tem problema. Eu não posso é me submeter ao esforço prolongado. Reconheço que até desobedeci um pouquinho a recomendação médica, mas, afinal de contas, essa vibração aqui é muito bem vinda e ajuda na recuperação”, afirmou.

O presidente eleito Jair Bolsonaro marcha durante cerimônia do aniversário da Brigada Paraquedista, na Vila Militar, no Rio de Janeiro — Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Cirurgia

O presidente eleito passou por uma nova avaliação médica nesta sexta-feira (23), em São Paulo. Em razão de uma inflamação, os médicos decidiram adiar para depois da posse a cirurgia que estava marcada para o próximo dia 12.

O objetivo da cirurgia é retirar a bolsa de colostomia que Bolsonaro usa desde que foi operado em razão de uma facada sofrida em um atentado durante a campanha eleitoral.

Ele afirmou que foi orientado a voltar ao hospital no dia 19 de janeiro para uma nova consulta e, se os médicos constatarem melhora do quadro, poderá ser submetido à cirurgia no dia seguinte.

Formação do governo

Questionado sobre quando terminará de anunciar os nomes da equipe de governo, Bolsonaro disse que tudo precisa ser “muito bem discutido”.

“Falta a gente conversar melhor com aqueles que nós pretendemos colocar nesses ministérios. Todos os ministérios são importantes. Tem que ser muito bem discutido. A gente não pretende anunciar um nome e lá na frente trocar”, disse.

Ministro da Educação

Ele respondeu ainda a críticas por supostamente ter trocado o futuro ministro da Educação. Antes do anúncio do colombiano naturalizado Ricardo Vélez Rodríguez, o cotado para o posto era Mozart Ramos, do Instituto Ayrton Senna, que sofreu resistência da bancada evangélica na Câmara.

Segundo Bolsonaro, não houve pressão. Ele voltou a dizer que não havia decidido por nenhum nome antes de indicar Rodríguez para o cargo.

“A bancada evangélica é muito importante. Não é só para mim não, é para o Brasil. Reconheço o valor deles. Essa pessoa indicada, pelo que eu sei, não é evangélica, mas atende aquilo que a bancada evangélica defende: os princípios e valores familiares, o respeito à criança. Formar no final da linha alguém que seja útil para o Brasil, não para o seu partido”, afirmou.

Mais Médicos

O presidente eleito voltou a criticar o que chamaou de “regime de escravidão” de médicos cubanos no programa Mais Médicos. Na semana passada, o governo cubano anunciou o rompimento do contrato pelo qual fornecia médicos para o programa. Com isso, mais de 8 mil profissionais começaram a voltar para Cuba.

Para Bolsonaro, o envio de cubanos para o Brasil “destruiu famílias”.

“Tem muitos cubanos que têm família lá em Cuba e já constituíram novas famílias aqui. Esse projeto destruiu famílias e nós não podemos admitir isso. Muita mulher cubana está aqui há um ano sem ver o filho. Isso é um ato criminoso praticado pelo governo de Cuba – que para mim não é novidade – e pelo desgoverno do PT”, declarou.

Venezuelanos

Sobre os venezuelanos que chegaram ao Brasil fugindo da crise social no país, Bolsonaro afirmou que não se pode deixá-los à própria sorte nem deixar a solução somente para o governo de Roraima.

“Eles estão fugindo de uma ditadura apoiada pelo PT, Lula e Dilma. Não podemos deixá-los à própria sorte e que o governo de Roraima resolva a situação. O que falta aos governos do Brasil é se antecipar ao problema”, disse.

Para o presidente eleito, uma das soluções seria criar um campo de refugiados, além de se estabelecer um controle rígido. Segundo ele, os venezuelanos “não são mercadorias para serem devolvidos”.

Moro anuncia que Ministério da Justiça terá Secretaria de Operações Policiais Integradas

Futuro ministro anunciou o delegado da Polícia Federal Rosalvo Franco para comandar a secretaria. Ele também disse que delegado Fabiano Bordignon vai comandar o Departamento Penitenciário.

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

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O futuro ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, Sério Moro, anunciou nesta segunda-feira (26) que a pasta vai ter uma Secretaria de Operações Policiais Integradas.

O escolhido do futuro ministro para comandar secretaria foi o delegado da Polícia Federal Rosalvo Franco, ex-superintendente da PF no Paraná, que atuou na Operação Lava Jato.

Durante a carreira de juiz, Moro foi responsável pelo processos da Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba. Rosalvo já vinha auxiliando o futuro ministro na equipe de transição e almoçou com ele nesta segunda, junto de outros colegas da equipe.

De acordo com Moro, o objetivo da nova secretaria será integrar os trabalhos das polícias estaduais e a Polícia Federal.

“A ideia da secretaria é coordenar operações policiais a nível nacional. Hoje nós temos muitos grupos criminosos que transcendem as fronteiras estaduais, e essa ação precisa muitas vezes de coordenação a nível nacional”, explicou.

“Isso já é feito, de certa maneira, dentro do Ministério da Segurança Pública, mas a criação de uma secretaria específica para isso é de todo oportuno”, completou o futuro ministro.

Rosalvo Ferreira Franco atuava como superintendente regional da PF no Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Rosalvo Ferreira Franco atuava como superintendente regional da PF no Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Ele também afirmou que a secretaria não vai invadir as autonomias dos estados.

“Não é trazer as polícias para o comando do Ministério da Justiça, mas fazer a coordenação”, concluiu.

Mesmo após reprovação de Bolsonaro, futuro ministro da Saúde volta a defender avaliação periódica para médicos

Mandetta diz que é contra avaliação de proficiência, para recém-formados, como a aplicada pela OAB, mas quer que profissionais já em atividade passem por exame em determinados períodos de tempo.

Por G1 MS

Futuro ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) — Foto: Reprodução/TV Morena

futuro ministro da Saúde, deputado sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta (DEM), voltou a defender nesta segunda-feira (26) a realização de uma avaliação periódica para os médicos em atividade no país, mesmo com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que o convidou para assumir a pasta, já tendo se manifestado contrário a proposta.

Mandetta citou a proposta inicialmente em uma entrevista ao Globo, deste domingo (25). No mesmo dia, Bolsonaro disse que era contra a medida. “Sou contra o Revalida para médicos brasileiros. Ele [Mandetta] está sugerindo Revalida com certa periodicidade. Sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB. Não podemos formar jovens no Brasil – cinco anos no caso de bacheréis em direito – e depois submetê-los a serem boys de luxo em escritórios de advocacia”, afirmou o presidente eleito.

Nesta segunda, mesmo com a reprovação do presidente eleito, o futuro ministro da Saúde em entrevista ao Bom Dia MS, voltou a defender a proposta, dizendo que ela deve fazer parte de um novo marco regulatório para a medicina e outras profissões da área.

Ao telejornal, Mandetta disse ainda que é contrário a submeter o médico recém-formado a um exame de proficiência, nos moldes do aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para que ele possa exercer a profissão.

“Exame para médico recém-formado, nos moldes da OAB, não. E por que não? Porque, primeiro esse jovem médico está deixando a universidade após 7.400 horas de capacitação. É o maior tempo de capacitação no Brasil. Nós não podemos pegar esse profissional, depois de todo o investimento feito nele, pelo mercado ou mesmo pelo governo brasileiro, por meio de políticas públicas, como o Fies e resumir tudo isso em uma prova e dizer que ele não pode exercer. Não é essa a ideia”, explicou.

O futuro ministro disse que em vez dessa proposta, que está tramitando por meio de um projeto no Senado, a ideia é criar um novo marco regulatório para a medicina, já que o atual, que criou o Conselho Federal de Medicina, é do governo Juscelino Kubitschek, em 1956.

Ele argumentou que que isso possibilita, por exemplo, que alguém que tenha se formado em medicina, há 20, 30 anos, fez seu registro no conselho e nunca tenha exercido a profissão, possa, no momento em que desejar, começar a trabalhar na área, mesmo sem ter passado por nenhum tipo de atualização, como ter participado de um congresso, um curso ou mesmo lido um livro da área, em todo esse período de inatividade.

“A licença profissional permite isso hoje, possibilita esse tipo de situação. O que a maioria dos países faz atualmente é a avaliação seriada. Tem países em que ela é feita a cada 10 anos, outros a cada 5 anos e outros a cada 15. Nós vamos ter que discutir qual seria a nossa, para que possamos justamente acompanhar como vai ser o exercício profissional do médico brasileiro”, relata.

Outro aspecto que deverá ser contemplado neste novo marco regulatório da medicina, conforme Mandetta, é o da formação profissional.

“Depois, nós temos uma série de atitudes e ações que têm de ser feitas não sobre o aluno recém-formado, mas sobre a graduação. Entre 2014 e 2015 passamos de 148 para 323 faculdades de medicina. É um número muito grande. Não sabemos como é que são os mestres, os professores, o corpo didático e o conteúdo. Provavelmente teremos excelentes cursos, mas também medianos e cursos muito frágeis. Ao invés de fazer a proficiência do aluno, nós temos que fazer a avaliação da graduação, da faculdade, sob a pena de que se não fizemos, o mercado vai fazer”.

O futuro ministro ressaltou ainda que além da medicina, outras profissões da área de saúde também requerem um marco regulatório atualizado, para que sejam feitas discussões como a do ensino à distância para o setor.

Vizinhos acham que o Brasil quer invadir a Venezuela

Cuidado, que a China segura o Maduro em pé!

 

publicado23/11/2018

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(Charge: Amarildo)

Conversa Afiada reproduz trecho de análise de Guilherme Evelin, da Época (do Globo):

Análise: O adulto na sala é Mourão 

O presidente Michel Temer recolheu durante a última reunião da Cúpula Ibero-Americana, na Guatemala, nos dias 15 e 16 de novembro, várias manifestações de apreensão. Os chefes de governo e de Estado da América Latina estão inquietos em relação ao futuro governo de Jair Bolsonaro no Brasil. O motivo é um só: Venezuela. A aflição se deve às incertezas sobre qual será a atitude que o presidente eleito adotará a partir de 1º de janeiro para lidar com o regime autoritário do presidente Nicolás Maduro. A Venezuela é hoje um país em colapso econômico e humanitário de onde um enorme contingente de imigrantes está fugindo em direção aos países vizinhos.

A inquietação dos vizinhos aumentou com uma série de sinais, depois da eleição de Bolsonaro, de que está próxima uma inflexão tanto por parte dos Estados Unidos quanto do Brasil. Os dois principais países da região parecem prontos para endurecer com a Venezuela. Nos EUA, o governo Donald Trump passou a se referir ao regime chavista na Venezuela como integrante, junto com Cuba e Nicarágua, da “troika da tirania” e do “triângulo do terror” na América Latina.

A expressão foi usada num discurso, no começo do mês, em Miami pelo linha-duríssima John Bolton, conselheiro de segurança nacional de Trump, que se encontrará na próxima semana com Bolsonaro no Rio de Janeiro. Segundo o jornal The Washington Post , os EUA estão estudando a inclusão da Venezuela na sua lista de países que financiam o terrorismo – na qual aparecem hoje Irã, Sudão, Síria e Coreia do Norte, todos “párias internacionais” aos olhos do governo americano.

Bolton saudou as eleições de Bolsonaro e do direitista Iván Duque, na Colômbia, como “sinais positivos para o futuro da região”. Viu nos pleitos “um crescente compromisso regional com os princípios do mercado livre, aberto e transparente e governança responsável”. No encontro no Rio, ele certamente abordará a questão da Venezuela com Bolsonaro, com a expectativa de obter uma adesão do Brasil à posição americana. Com a escolha para a chefia do Itamaraty do embaixador Ernesto Araújo, autor de um ensaio que prega que o Deus de Trump pode ser a salvação do Ocidente, Bolsonaro mostrou estar disposto ao alinhamento com a constelação trumpista.

Não pode se considerar, porém, que esse jogo esteja inteiramente jogado. Araújo e o grupo “anti-globalismo” responsável pela sua indicação para o Itamaraty – no qual desponta Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito – não serão os únicos a influir nos rumos da política externa do próximo governo, como apontou Matias Spektor, especialista em política externa e professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas. Há também os economistas liberais sob o comando de Paulo Guedes, que vão se ocupar da área de comércio exterior, e os militares, preocupados com as questões de segurança e outras da geopolítica. A crise da Venezuela é explosiva por envolver todos esses aspectos.

Além de compartilhar com o Brasil uma grande fronteira na Amazônia, que virou uma das principais rotas para o narcotráfico, a Venezuela é um dos palcos da expansão da presença chinesa na América Latina. A China se tornou um dos principais compradores do petróleo venezuelano e tem ajudado na sobrevivência do regime chavista. Sem a China, que também é a maior parceira comercial do Brasil, é difícil haver uma solução pacífica para o imbróglio venezuelano.

O encontro de Bolsonaro com Bolton será uma escala na viagem do conselheiro de segurança nacional dos EUA para o encontro do G-20 em Buenos Aires, na Argentina. Espera-se que a reunião marque o ápice do crescente confronto entre EUA e China pelo predomínio no cenário internacional. Vive-se uma espécie de renascimento da Guerra Fria, mas agora entre EUA e China. Cada potência está pressionando os demais países para tomar um lado nesse conflito.

Embora os trumpistas em volta de Bolsonaro certamente queiram esse alinhamento com os EUA, os militares que cercam o presidente eleito estão jogando na direção contrária. Em entrevista ao jornal Financial Times , bíblia para os investidores internacionais, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, praticamente desautorizou declarações de Bolsonaro, durante a campanha eleitoral, contra a China. Mourão disse que Bolsonaro “às vezes tem uma retórica que não combina com a realidade” e que o Brasil tratará com pragmatismo as relações com a China – dentro da tradição seguida pelo Itamaraty nos últimos anos.