Banquete de Maduro em restaurante na Turquia choca Venezuela

O chefe que divulgou o vídeo nas redes sociais decidiu retirá-lo / Reprodução de vídeo

Imagens de Maduro comendo suculentos pedaços de carne servidos pelo famoso chef ‘Salt Bae’ causaram indignação na Venezuela, onde a fome é crescente
Reprodução de vídeo

AFP

Vídeos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comendo suculentos pedaços de carne servidos pelo famoso chef ‘Salt Bae’ em Istambul causaram indignação na Venezuela, onde a fome é crescente devido à crise econômica.

“Isto é apenas uma vez na vida”, celebra Maduro junto a sua mulher, Cilia Flores, enquanto o chef turco Nusret Gökçe, conhecido por Salt Bae, corta a carne em um dos seus restaurantes, frequentado por celebridades como Leonardo Di Caprio e Cristiano Ronaldo.

O presidente socialista, que voltou na madrugada de segunda-feira a Caracas ao final de uma viagem à China, confirmou que parou em Istambul para almoçar a convite das autoridades turcas.

“Compartilhamos um restaurante famoso. Envio aqui meus agradecimentos a Nusret, nos atendeu pessoalmente e conversamos (…), ele ama a Venezuela”, declarou Maduro em rede nacional de rádio e TV.

Vídeo retirado

Salt Bae, que divulgou o vídeo nas redes sociais, decidiu retirá-lo diante da enxurrada de críticas.

“Chavismo é pedir dinheiro emprestado da China porque não tem como pagar as dívidas e ir a restaurantes de luxo”, criticou o especialista em meios digitais Luis Carlos Díaz no Twitter.

O prato por pessoa nos restaurantes de Salt Bae custa entre 70 e 250 dólares, de acordo com a imprensa especializada. Isto representa entre dois e oito meses de salário mínimo na Venezuela, segundo a cotação oficial.

Em outro vídeo no restaurante, Maduro fuma um charuto de uma caixa com seu nome em placa dourada, e recebe uma camiseta com a imagem do chef.

Durante a visita de Maduro, ex-motorista de ônibus que se define como “presidente operário”, o restaurante foi cercado por policiais turcos fortemente armados.

“Comendo carne e fumando charutos (…) com os dólares que nega para a compra de medicamentos e comida: PRESIDENTE OPERÁRIO?!” – denunciou o dissidente chavista Nicmer Evans, sobre a severa crise na Venezuela.

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