Dia Mundial da Doença de Alzheimer

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Doença também chamada de Mal de Alzheimer. Em 1994 o dia 21 de setembro foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer com o objetivo de divulgar para a população informações relacionadas a doença como orientações sobre prevenção, causas e tratamento da doença. É considerada uma doença crônica, neurodegenerativa e de caráter progressivo, sendo a perda de memória o sinal mais comum e geralmente o primeiro a ser identificado.

Para saber mais sobre como diferenciar as demências dos esquecimentos normais do processo de envelhecimento, leia nossa matéria sobre o tema.

O Brasil é o nono país com o maior número de pessoas com demência sendo estimado 1 milhão de casos no ano de 2010. Entre os tipos de demência a Doença de Alzheimer é a forma mais comum, representando 60 a 70% dos casos, e, embora possa ocorrer entre jovens, a sua maior incidência está entre os indivíduos idosos. Após os 65 anos de idade a prevalência duplica a cada cinco anos.

A evolução da doença é caracterizada pela perda de autonomia e funcionalidade do idoso que, em estágios mais avançados da doença, irá necessitar de cuidados e supervisão de terceiros. Os cuidadores de idosos com demências tendem a apresentar sobrecarga de trabalho maior quando comparado aos cuidadores de idosos que não apresentam alterações cognitivas evidenciando assim a grande necessidade de cuidados que estes pacientes podem apresentar além da atenção à saúde destes cuidadores.

No início surgem perdas de memória pequenas e imperceptíveis, que podem ser facilmente ignoradas. No entanto, com o tempo, essa perda de memória fica mais notável, até que a pessoa fique incapaz de realizar atividades cotidianas e, em casos mais graves, tenha dificuldade para realizar atividades intelectuais como falar, compreender, ler ou escrever.

Os sintomas de Alzheimer incluem:

Perda de memória de curto prazo: é difícil reter novas informações.

Perda de memória de longo prazo: é difícil lembrar informações pessoais como datas importantes, sua profissão e até seu próprio nome.

Problemas de raciocínio.

Incompreensão de palavras comuns.

Incapacidade de amarrar o sapato ou abotoar a camisa.

Desorientação.

Mudanças como irritabilidade, confusão, apatia, desânimo, entre outros.

Como podemos prevenir o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença que podemos prevenir, ou pelo menos prolongar por alguns anos a mais o estado de bem estar cognitivo. Os médicos recomendam aprender a detectar os primeiros sintomas e exercitar tanto a memória quanto a função intelectual. Alguns dos conselhos chave para prevenir ou retardar o aparecimento do Alzheimer são:

Controlar os fatores de risco vascular.

Manter equilibrados os níveis de colesterol, açúcar e hipertensão arterial.

Modificar o estilo de vida

Alimentação: é muito importante manter uma alimentação saudável, já que é comprovado que alguns alimentos podem influenciar a possibilidade de desenvolver o Alzheimer. Você deve aumentar o consumo de alimentos ricos em gordura “boa”, ou monoinsaturada, como as nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache, abacate, canela e azeitonas, e gordura poli-insaturada, como ômega 3 e alimentos de folhas verde escura. Outros nutrientes como a vitamina E, presente no gérmen de trigo, cereais com casca, folhas verdes e nozes, vitamina B12 em produtos animais, vitamina B9 (ácido fólico) em alimentos como ervilhas, vegetais verdes, laranjas. Reduza o consumo de carne vermelha, alimentos refinados, manteigas e gorduras derivadas de laticínios.

Fazer mais exercícios: o exercício físico é ótimo para a saúde em geral e também para prevenir o Alzheimer. Diversos estudos encontraram evidências de que 2 horas semanais ou mais de atividade física reduz o risco de desenvolver esta doença.

Não fumar: o tabagismo é um dos fatores de risco do Alzheimer, pois foi encontrado que as pessoas que fumam têm uma maior chance de sofrer com a doença do que aquelas que se mantêm longe do cigarro. Se você ainda não conseguiu se livrar deste hábito, recomendamos buscar alternativas para parar de fumar.

Incrementar a atividade cognitiva: as atividades cognitivas podem evitar e prolongar de alguma forma o aparecimento de uma doença como o Alzheimer. Vários estudos determinaram que estas atividades são um exercício para as funções cerebrais e a memória, por isso poderiam ser chaves na prevenção do Alzheimer.

Entre as atividades recomendadas pelos médicos encontramos:

Falar vários idiomas.
Tocar instrumentos musicais.
Ler com frequência.
Estudar.
Ter mais atividade social.
Jogar jogos intelectuais como o xadrez, palavras cruzadas, quebra-cabeças, sudokus e todo tipo de jogos para pensar.

O tratamento da Doença de Alzheimer é baseado no alívio de sintomas, uma vez que não tem cura, e no retardo da progressão da doença. Além disso, é necessária atenção especial à saúde dos cuidadores destes pacientes que devido a sobrecarga de trabalho podem chegar a desenvolver o que chamamos de estresse do cuidador.

Para ter em mente… Até agora não há uma maneira exata de prever se uma pessoa vai desenvolver uma doença como o Alzheimer. É muito importante ter em mente os fatores de risco, já que podem ser chaves para detectar cedo esta doença. Até o momento não se pode afirmar se é possível parar a sua evolução, mas detectá-la a tempo pode ajudar muito a melhorar a qualidade de vida do paciente.

Fontes: Autoria de Claudia Sales e Mariany Abreu no site http://www.saude.br/index.php/articles/artigos/gerontologia/113-gerontologia/600-21-de-setembro-dia-mundial-da-doenca-de-alzheimer E site https://melhorcomsaude.com/5-conselhos-para-prevenir-o-mal-de-alzheimer/

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